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Destruição ambiental: Avenida Ricardo Brandão perde vegetação após construção de edifícios avançarem

  • partidoverdems
  • 28 de jul. de 2023
  • 2 min de leitura

(Foto: Alex Machado) - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Enquanto a construção de empreendimentos avança com a benção do poder legislativo e executivo da capital sul-mato-grossense, destruindo áreas verdes, como é o exemplo do que está acontecendo na Rua Ricardo Brandão, local conhecido pela beleza do florescer das Paineiras e pela vegetação verde, do outro lado a população assiste contrariada a remoção das árvores pelo uso das máquinas.


A destruição legal só está sendo possível devido a alteração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande (PDDUA), Lei Complementar n.341, de 04 de dezembro de 2018.

Dentro das diretrizes estabelecidas que dispõe sobre o Ordenamento de Uso e Ocupação do Solo no Município de Campo Grande (LOUOS), as mudanças realizadas parecem agradar mais as empresas empreiteiras ligadas ao ramo da construção civil do que a população de fato.

O ato prático que vem sendo adotado parece contrariar o que diz o parágrafo VI do PDDUA, referente ao estudo de atividades geradoras de Impacto na Vizinhança.

O texto dispõe sobre os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, bem como o interesse coletivo, incluindo a análise, no mínimo, dos seguintes aspectos como adensamento populacional, disponibilidade de equipamentos urbanos e comunitários, conformidade de uso e ocupação do solo, valorização imobiliária, geração de tráfego, carga e descarga e demanda por transporte público, interferência na ventilação e iluminação do entorno além de paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.

Embora o texto defina prerrogativas que na teoria soam como boas, na prática, moradores do bairro Chácara Cachoeira se mobilizaram por meio de uma audiência pública, realizada na Câmara Municipal de Campo Grande, no dia 16 de junho de 2023, para pedir a revisão do plano diretor, após uma empreiteira ameaçar construir um empreendimento horizontal de 24 andares próximo de uma área residencial.

A mesma contrariedade ocorre com moradores de um residencial localizado no bairro Rita Vieira, nas dependências da Avenida Rita Vieira de Andrade. Além da perda de vegetação, impacto no ordenamento do trânsito e na rede de drenagem, as torres com oito andares incidirão na perda de privacidade, ocasionando constrangimento visual para quem já morava antes nas dependências.

A falta de cuidados dos órgãos competentes com o meio ambiente e com as pessoas cria desequilíbrio ambiental, fato que impacta diretamente o dia a dia das pessoas.

 
 
 

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